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sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Dreamcast: o sonho acabou?


O fato de a Sega hoje não ser tão poderosa tem um nome: Dreamcast. E é uma pena que seja assim.

Lançado no Japão em 1998 e no resto do mundo no ano seguinte, o DC (ou Dream, para os "íntimos") foi o último console de mesa lançado pela empresa mãe de Sonic. A máquina, claramente à frente de seu tempo, foi fruto de uma iniciativa conjunta da produtora japonesa com gigantes como a Microsoft - a lenda diz que foi este projeto que começou a interessar a companhia do Vale do Silício a investir nesse mercado, inclusive.


Assim como o Nintendo 64, haviam consoles de diferentes cores; e a mídia vinha para bater de frente com o início do DVD, mesmo ele ainda não sendo utilizado em jogos: o GD tinha este nome por ter a capacidade de 1GB em disco.

Infelizmente, o fracasso comercial veio, e a troca de comando na Sega, no início de 2001, fez com que a empresa focasse sua produção em software, descontinuando a produção do aparelho. Entretanto, novos modelos continuaram a ser lançados no Japão, e games continuaram a ser produzidos em terras nipônicas até meados de 2007.

A herança importante do período de vida do console no Ocidente foi, provavelmente, a qualidade dos games exclusivos (como Crazy Taxi) e das conversões de jogos de arcade, como a série Capcom vs SNK.

Vejam por vocês mesmos.





Ainda hoje, muitos colecionadores procuram pelo console justamente pelo valor de seu hardware: em sua época, utilizou de grandes parcerias alardeadas entre os fãs e a mídia especializada, e o design de hardware e software são a última geração de inspirações no Megadrive (16-bits) e no Saturn (32-bits), como pelos já citados games que só podiam ser jogados por ali - pelo menos, até serem disponibilizados para download pelas redes PSN e Live.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Rivalidades


Rivalidades ferrenhas são pra crianças. A dupla saltadora acima é, talvez, um dos grandes exemplos que, com o tempo, soube aprender a trabalhar em equipe.

Minha infância foi a de um fanboy da Nintendo: apesar de não ter tido um NES quando criança (caso hoje resolvido), o jogo que provavelmente mais me divertiu foi Super Mario World. As diferentes fases, a capinha amarela, os múltiplos segredos me permitiam jogar desde o começo muitas vezes; o tal do fator replay era alto, ou era o caso de só ter este cartucho à época.

Depois disso, cheguei a conhecer Sonic. Ao ir à casa de um parente, que tinha seu Megadrive, com um único cartucho (daqueles de múltiplos jogos). Foi a única vez em que joguei uma aventura do porco-espinho azul antes da minha maioridade.

Não gostei, e não sabia dizer o porquê, no topo daqueles meus 10 anos de vida. Hoje, entretanto, eu sei.


Naquele tempo, havia uma ferrenha competição entre Sega e Nintendo, e ela se refletia em suas mascotes. Nada como as brigas de mimimi entre fãs de Robert Pattinson e o tal lobisominho (só decorei o nome do primeiro por causa do recente de traição da sua também companheira de atuação, aliás). A questão é que haviam características dos consoles das empresas que os distinguiam fortemente, os tornavam únicos. Mas quem disse que os fãs inverterados de uma franquia gostariam de admitir que a outra também possuem qualidades?

Mario, para seguistas, era lento, e não tinha tanto espírito aventureiro, além de ser um velho gordo e barrigudo (se bem que o Sonic também emagreceu, mas enfim)

Sonic, para intendistas, era impossível de se enxergar com clareza, tinha inimigos com a personalidade de uma porta e tinha um vilão que imitava o bigode do seu encanador favorito (e que também era gordo)

Algumas dessas coisas acima eu disse; outras, eu escutava. E o tempo passou...


Há alguns anos, vemos os dois trabalhando juntos em games das Olimpíadas, de verão e de inverno, para as plataformas da Nintendo. A competição continua, portanto, de forma saudável. Todos juntos, celebrando os esportes, e competindo, sem discussões.

As pessoas crescem, e vão aprendendo a, pelo menos para algumas coisas, serem mais flexíveis. Estava, ontem mesmo, jogando Sonic 2, direto do cartucho. E me arrependi amargamente dado mais chances ao ouriço antes. Claro que posso jogar as duas coisas, poxa. O hobby, como tudo na vida, é melhor ao nos unir, e não nos separar. E o mercado amadureceu de vez, deixando de lado, na grande maioria das vezes, as rusgas mesquinhas entre quem gosta mais deste ou daquele jogo.

Isso, claro, não teria acontecido se a tragédia comercial tivesse abatido-se sobre o Dreamcast - até hoje, um dos consoles favoritos de muitos. O que não retira o mérito da parceria que hoje ocorre... Isso, é claro, é uma outra história.

terça-feira, 26 de julho de 2011

[games] Relembrando a infância: controles '* games in 1'


No final da semana passada chegou uma encomenda internacional muito esperada e querida por mim: um controle com 20 jogos de Master System, apenas para ligar na TV e jogar!

É lamentável não haver uma mobilização ou vontade de fabricantes brasileiros (e temos MUITAS fábricas de eletrodos, chips e afins...) em criar ou relançar grandes videogames. É mais fácil você modernizar até não poder mais e apagar qualquer vestígio de consoles/jogos antigos.

Eu vivi em uma época em que jogos de 8 ou 16 bits eram a febre entre crianças e jovens e que não se necessitava ter 3D, 4D e qualquer outro recurso gráfico, para se alegrar e ficar 'grudado' no jogo.

Além desse controle, também possuo outro eletrônico que tem o formato de um 'manche' de Atari, com 10 jogos. São simples? Claro que são, poucas cores, gráficos simples...mas quando se tem o convívio e costume de buscar antiguidades, você não precisa viver bem a época [no caso, do Atari] para ter carinho e respeito pelos jogos.

Torço para que uma hora as empresas de jogos brasileiras façam produtos diferentes, retrôs, e muitas outras características que reportam aos old times.