Mostrando postagens com marcador Disney. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Disney. Mostrar todas as postagens

domingo, 28 de agosto de 2011

[jogos] Kingdom Hearts: 6 jogos e muito mais histórias

Ja falamos aqui sobre a série. Mas vamos além. São seis jogos. Vamos a eles:
Kingdom Hearts (2002 - PS2): o primeiro título da série de Tetsuya Nomura traz o garoto Sora, em sua jornada junto de Pateta e Donald, para encontrar seus amigos Riku e Kairi e ainda o Rei Mickey. Riku se vira para a maldade em seu coração, para poder também ter poderes, assim como Sora tem sua Keyblade. Enquanto isso, Maleficent (a bruxa de A Bela Adormecida) busca o Kingdom Hearts, o coração do universo.
Kingdom Hearts: Chain of Memories (2004 - GBA): além dos títulos principais, ocorrem muitos em consoles portáteis. Chain of Memories, para o Game Boy Advance, se passa entre os dois títulos principais, e mostra Sora, Pateta e Donald revisitando suas memórias, construídas nos andares do Castelo do Oblívio. Ao verem-nas, começam também a se esquecer de tudo que passaram juntos, em um plano da Organization XIII.
Kingdom Hearts II (2006 - PS2): a Organization XIII, tendo enganado os nossos heróis no jogo anterior, ganha tempo e recursos para poder lançar uma guerra pelos mundos, a fim de destruí-los e chegar no Kingdom Hearts e terem corações para si mesmos, pois são Nobodies (Ninguéns), pessoas sem alma.
Kingdom Hearts coded / re:coded (celulares / Nintendo DS - 2008 / 2010): primeiro lançado em capítulos em celulares (japoneses, óvbio), o jogo foi lançado inteiro para o Nintendo DS. Depois de tudo resolvido, o Grilo Falante (sim, o mesmo do Pinóquio; ele acompanha o pessoal) vai fazer um documentário sobre toda a história, e pega seus diários de viagem. Lá, está escrita uma frase que ele nunca escreveu. Os livros são digitalizados e, percebendo os bugs, o Rei Mickey coloca uma cópia virtual de Sora dentro do programa, para solucionar o mistério.
Kingdom Hearts 358/2 (DS - 2009): até esse ponto, pouco se sabia sobre as personalidades e motivações dos membros da Organization XIII. Aqui, controlando Roxas, membro da Organization e personagem muito ligado ao próprio Sora, o jogador passa pela história dos 13 membros entre os dois jogos principais.
Kingdom Hearts Birth by Sleep (PSP - 2010): saindo da linha do tempo original - e dos consoles e portáteis normais para a série -, o jogo se passa 10 anos antes do primeiro título. Terra, Ventus e Aqua são os três aprendizes do Mestre Eraqus (voz de Mark Hamill). Aqui temos a explicação da origem de alguns personagens, como o próprio Sora e Xenahort (voz de Leonard Nimoy). Mickey também tem um papel importante na mais recente - e mais distante, paradoxalmente - aventura.

Enfim, espero que vocês se divirtam com eles todos! Eu ainda volto, pois ainda não falamos de como se joga tudo isso ;)

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Kingdom Hearts: um universo de corações

Desde 2002, a Square Enix - empresa que quase quebrou, e só passou a ser referência em RPGs japoneses depois de, ironicamente, lançar sua Final Fantasy - tem uma importante série com o apoio da Disney: Kingdom Hearts.

A empresa costuma ter o toque de Midas, mas nunca havia tentado algo com personagens com uma imagem já estabelecida. Além disso, os títulos da empresa pareciam estar se encaminhando para uma linha mais adulta, com o amadurecimento de seu público. E aí veio Tetsuya Nomura, com uma ideia que, a primeira vista, o mercado achou pitoresca.

Nomura tinha confiança do mercado, mas isso era com seus desenhos; ele foi, por muito tempo, designer de personagens para a Square Enix. É dele inclusive o design de personagens como Cloud Strife, de Final Fantasy VII. Mas deu tudo certo, e a franquia já vendeu 14 milhões de cópias em 6 jogos.

Sobre o jogo

Sora, Riku e Kairi eram três bons amigos, que viviam com outras crianças em uma pequena ilha. O caos chega com pequenas criaturas invasoras, os Heartless (sem coração, em inglês). Para escapar, Sora descobre em si os poderes da lendária Keyblade (chave-espada). Os amigos se separam, e Sora encontra então Pateta e Donald, que procuram o Rei Mickey. Para procurar pelos amigos desaparecidos de todos, eles passam por todo tipo de lugar dentro dos cenários de desenhos da Disney, além de encontrarem cenários e personagens da série Final Fantasy.

Isso tudo apenas no primeiro jogo: ainda tem outros cinco! E tudo isso com um elenco de vozes especial; além de Haley Joel Osment, o menino de O Sexto Sentido, como Sora, também aparecem durante a série Christopher Lee, o Saruman de Senhor dos Anéis, Mark Hamill (Luke Skywalker) e o velho senhor Leonard Nimoy - Spock para os íntimos ;)

Para finalizar, três videos :D
A abertura do jogo original de PS2:


Uma cena de jogo, em KH2:


E um trailer do último game, Birth by Sleep (PSP):

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

[desenhos] Zé Carioca completa 70 anos!

Disney/Divulgacao
Pato Donald e Zé Carioca no filme Alô, amigos: americanos e brasileiros descobrem
juntos os segredos da latinidade em meio a muita música


Por Marcello Castilho Avellar - EM Cultura

Da célebre viagem de Walt Disney ao Brasil, em 1941, nasceu o personagem, uma das figuras mais populares das HQs e do cinema de animação


Hollywood tem suas lendas. E uma delas está completando 70 anos em 2011. A certidão de nascimento “oficial” do Zé Carioca, o papagaio brasileiro que integra a galeria de personagens da Disney, diz que ele nasceu em 24 de agosto de 1942, quando o desenho animado Alô, amigos estreou no Rio de Janeiro, antes mesmo de seu lançamento americano. A mitologia hollywoodiana, contudo, diz que a data está errada. Segundo essa versão, Zé Carioca teria surgido em 1941, durante uma visita de Walt Disney ao Brasil. A história dá até o local do nascimento: o restaurante do Hotel Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, onde Disney teria desenhado o personagem num guardanapo.

Verdade ou lenda, o Zé Carioca é filho da Segunda Guerra Mundial. No início de 1941, os Estados Unidos ainda não haviam sido atacados pelos japoneses, mas assistiam com preocupação à expansão deles no Pacífico. Em relação à Europa, apoiavam abertamente os ingleses em sua resistência contra a agressão alemã. O governo americano de Franklin Roosevelt nem ao menos se preocupava em fingir neutralidade: reconhecia-se como não beligerante, um país que não participava da guerra mas se posicionava firmemente em relação a ela. Percebendo a iminência de um choque com o Japão, o Departamento de Estado americano decidiu iniciar nova etapa na good neighbour policy (política de boa vizinhança): se o país entrasse em guerra, seria bom que suas costas estivessem bem protegidas. E, para isso, era necessário reduzir o sentimento antiamericano em diversas sociedades da América Latina. A célebre viagem de Walt Disney ao Brasil, Argentina, Chile e Peru foi parte dessa ofensiva sobre os corações e mentes no continente.

Disney, sua mulher Lilly e um séquito de 18 profissionais dos estúdios do produtor desembarcaram de um avião do Departamento de Estado no Aeroporto Santos Dumont em agosto de 1941, quatro meses antes do ataque japonês a Pearl Harbor. Não ficaram apenas hospedados no Copacabana Palace – montaram ali uma espécie de miniatura dos estúdios que Disney e seu irmão Roy controlavam em Burbank, na Califórnia, de modo que os visitantes brasileiros pudessem ter conhecimento de como funcionava a criação de um desenho animado.

Nesse processo, Walt entrou em contato com diversos artistas brasileiros e suas criações. Um deles, José Carlos de Brito e Cunha, o primeiro desenhista brasileiro a representar Mickey Mouse, impressionou tanto Walt Disney que foi convidado por ele a se unir à equipe nos Estados Unidos. Não aceitou, mas mostrou ao produtor o desenho de um papagaio vestido de gente – que teria sido a principal inspiração para Disney na criação de seu herói.

Se a viagem de Disney ajudou a resolver um problema diplomático do governo Roosevelt, serviu, também, para ajudar a Disney a solucionar problemas financeiros. Com a guerra, o importante mercado cinematográfico europeu, à exceção do Reino Unido, havia sido fechado para os filmes americanos (antes do conflito, a Europa respondia por metade das rendas de Hollywood). A viagem à América Latina estabeleceu laços mais fortes com os países do continente, o que ajudou no bom desempenho que Alô, amigos teve por aqui, e beneficiou o estúdio nos países onde ainda não haviam sido lançados seus filmes mais antigos.

Ao longo dos anos 1960 e 1970, com o avanço de uma crítica ideológica às criações Disney, Zé Carioca tornou-se alvo fácil. O fato de ser nitidamente uma caricatura do Brasil, e de construir esta caricatura a partir de uma das representações que costumam ser mais desconfortáveis para o brasileiro contemporâneo (o malandro que detesta trabalhar, vive na farra, recusa qualquer compromisso e se interessa apenas por samba e futebol), mais de uma vez o colocou na lista dos que criticam criações politicamente incorretas. Não importa: seu humor vem provocando o interesse dos leitores e espectadores geração após geração. E se aceitamos a ingenuidade da representação, ela traz consigo algo importante: a representação, mesmo que superficial e estereotipada, do brasileiro como povo singular.


Curiosidades

» Zé Carioca chegou aos quadrinhos numa tirinha de jornal publicada entre 1942 e 1945 e desenhada por Paul Murry, um dos mais importantes criadores de histórias do Mickey e responsável pelo aparecimento de personagens importantes do universo Disney, como o coelho Quincas, o Supergilberto (sobrinho do Superpateta) e o vilão Dr. Estigma.

» A revista Zé Carioca, da Editora Abril, é uma das mais antigas publicações em quadrinhos do Brasil. Ela começou a circular em 1961 – mas sua primeira edição recebeu o número 479, porque as histórias da personagem, desde 1950, eram apresentadas em O Pato Donald. Desde então, os números pares das publicações gêmeas são dedicados à última, e os ímpares a Zé Carioca.

» Outra história que sempre corre em Hollywood sobre o nascimento do Zé Carioca é ambientada em 1942. Quando concluía os esboços do que seria o filme Alô, amigos, Walt Disney teria sido apresentado ao músico José do Patrocínio Oliveira, que, segundo seus amigos, era cheio de trejeitos. Zé Carioca teria sido inspirado nele. É a voz de Oliveira que escutamos na versão brasileira de Alô, amigos.

» O sucesso de Alô, amigos e a continuação da política de boa vizinhança levaram a Disney a realizar outro longa de animação com heróis latino-americanos. Você já foi à Bahia, que estreou em 1944, também é protagonizado por Zé Carioca, que divide a tela com o Pato Donald e o galinho mexicano Panchito.