A partir da página 324 de O Crânio e O Corvo, de Leonel Caldela, começa uma tremenda homenagem ao Rio Grande do Sul. Trouxe isso neste dia de Revolução Farroupilha, pois me é uma citação memorável na literatura fantástica - e sim, Caldela tem um fã neste que vos escreve.
No segundo volume da assim chamada Trilogia da Tormenta, o anão pistoleiro Ingram Brassbones e o mago/médico Zebediah Nash passam pelo reino de Namalkah, e Leonel Caldela tratou então de inspirar o lugar em seu Estado de origem. À época, confesso que não percebi como isso estava presente desde o começo do capítulo O cavaleiro a pé. Hoje, vi que ele já diz, desde o início, que Namalkah é uma terra que "exala orgulho".
Na mesma página, ele já fala na nossa geografia: há coxilhas em Namalkah. Pozolha, é uma coisa daqui, que é muito da guasca! Pelo menos, nunca ouvi em outros lugares, me corrijam nos comentários, se estiver errado.
Ao se encontrar com um grupo de cavaleiros - o mais comum em um lugar de grandes planícies e poucas cidades - a descrição em muito remete para os ginetes. Aliás, é exatamente este o termo usado: ginetes. Com botas altas, calças de montaria, faca portada junto da arma principal, que geralmente é uma lança. Familiar? Além disso, chapéus largos e escuros, boleadeiras, camisas folgadas e ponchos. Alafresca!
Claro, a crítica não deixa de ser feita. Segundo o próprio Nash, ele mesmo escondendo ao anão ser namalkaniano, declara que estes são uns broncos.
O vocabulário, boviamente, é incorporado pelos nativos do Reino dos Cavalos. Os ginetes interpelam os dois viajantes falando em entrevero, guampas e em prosear. E por aí vai: provalecimento, vivente, etc.
Enfim... De certa forma, é uma referência que, ao menos para mim, que já conhecia o material do RPG, foi totalmente inesperado. Tenho um carinho por essas passagens até hoje, mais até do que pelo resto da trilogia.
Meus sinceros agradecimentos ao Leonel, que também já autografou o meu livro, como o fez com tantos fãs, aposto. Aos leitores gaúchos e aos não-gaúchos: orgulho da sua terra, ou mesmo do seu país, sempre faz bem.; é algo que ajuda a nos ligar a algum lugar afetivo. Fora daquele espaço da propaganda, de todo mundo pilchado; eu, por exemplo, nunca usei a vestimenta típica gaúcha. Mas isso não me exime de ter orgulho de ser gaúcho, hoje, mais do que de um passado construído ou apresentado nas festas.
Quebra-costela pros viventes!
@marcelogrisa

Namalkah, A Republica Rio Grandense em Arton! AUEHAUEHAUEAUHE
ResponderExcluir