sexta-feira, 20 de maio de 2011

A Google e a evolução das línguas

Alfred Spector


O vice-presidente de engenharia da Google, Alfred Spector, afirma que muita pesquisa poderia ser feita com base nos arquivos históricos digitalizados pela empresa. Para Spector, as mais de 5 bilhões de páginas de texto, que possuem 2 trilhões de palavras no total, poderiam dizer muito sobre a evolução de grupos linguísticos ao redor do globo.

Segundo o executivo, o tempo necessário para, por exemplo, estabelecer as diferenças de textos em latim para suas traduções em línguas modernas demandaria pouco esforço, pelo menos pela parte dos servidores. Spector inclusive cita uma pesquisa de Harvard, mais conceituada universidade norte-americana, que conseguiu estabelecer diferenças evolutivas ao longo da história da língua inglesa, desde Beowulf até Harry Potter.

O objetivo final, pelas ambições da empresa, é derrubar a maior barreira humana para a comunicação: a língua. Seria possível, em um futuro próximo, usar o Google como tradutor universal; de certa forma, o primeiro passo é a popular ferramenta Google Translate.

Spector afirma que o Google Translate já faz traduções de que nenhum humano vivo seria capaz. "Não creio que exista alguém que leia basco e maltês, ou que consiga adaptar um texto do islandês para o suaíl." Para o vice-presidente, dos 58 idiomas que o Translate domina, existem pares de línguas que, para uma boa tradução, deveria traduzir uma delas para o inglês ou espanhol, por exemplo, para que outra pessoa fizesse a transcrição em si.


Na verdade, o algoritmo da própria página utiliza este recurso, principalmente na hora de aprender novas línguas. A comparação de frase a frase, ou mesmo palavra a palavra, entre as línguas se dá dessa forma, e regras são criadas na base comparativa a fim de estabelecer uma tradução coerente.

O executivo admite que os mecanismo do Translate nunca conseguiriam dominar as mais de seis mil línguas existentes no mundo. "Isso não significa que vamos desistir do projeto original, que é fazer o Translate entender qualquer informação em qualquer idioma. Mas precisamos encontrar outra técnica", diz Spector.

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