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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

O RPG e o espaço-tempo

Queriam o quê? Foi a primeira imagem 
sobre "espaço-tempo" na busca do Google!

Em um RPG de mesa, o espaço e o tempo, assim como em um livro, filme, quadrinho - quiçá uma novela - são subjetivos. Ou seja: o espaço não mede o mesmo que no mundo real, e o tempo não passa na mesma velocidade.

Na verdade, ao contrário dos exemplos que citei antes, há uma diferença crucial nas histórias contadas em RPG e quaisquer outras mídias: a continuidade da história. Esta não precisa acabar - talvez nem começar, quem sabe? - e seu nome é diferente.

Senhores, calma... Não estava falando 
especificamente de campanha militar ^^"

Uma história inteira de RPG é chamada de campanha. Numa campanha, assim como os livros têm capítulos, temos aventuras, que podem se conectar ou não - nesse caso, funcionariam mais como pequenas crônicas. Como é uma história ou coleção de histórias, pede-se que exista um estilo que norteie toda a jornada. Ao estilo da campanha damos o nome de ambientação. 

Ao começar uma campanha, escolhe-se um tipo de história, tais como viagens espaciais, fantasia medieval, monstros de bolso, ou mesmo um mundo já existente. Este é o cenário de campanha, um mundo específico e construído para um jogo de RPG, ou uma adaptação de um mundo já existente. No Brasil, o cenário de campanha original mais jogado certamente é Tormenta.

Capa de Tormenta RPG, editado pela Jambô.

Tormenta é criação de Marcelo Cassaro, JM Trevisan e Rogério Saladino - carinhosamente chamados de "Trio Tormenta". As histórias de Tormenta se passam na terra de Arton, um mundo regido por um Panteão de 20 deuses e com um número quase tão grande de problemas. Tapista, o Reino dos Minotauros, conquistou reinos humanos e impôs suas leis e costumes a eles; a Aliança Negra dos goblinóides devastou a porção sul do continente; deuses malignos esquecidos voltaram à vida; e a própria Tormenta, que dá nome ao cenário, consistindo em uma conquista territorial de um outro universo sobre Arton. A tempestade que traz a invasão rubra destrói a matéria, enquanto os próprios invasores corrompem corpos, mentes e almas artonianos.

Tempo, tempo, mano velho... -nnnnnnnn

E o tempo, como sempre... Ou como agora, ontem, amanhã, daqui a 3 mil anos, sempre é relativo. Alguns meses podem se passar de uma aventura até a próxima dentro de jogo, assim como os jogadores podem ter pouco tempo para se encontrar - jogando uma vez por mês, por exemplo - e mesmo assim, continuarem no instante seguinte a aventura quando se encontrarem novamente. Pior mesmo é quando o combate para no meio - quase como no momento crítico de uma batalha em um anime, e a cena foca nos heróis em dificuldade... Para continuarmos no próximo episódio.

Sim, vocês leram direito. Até o próximo episódio. ;D

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Jogos de tabuleiro: War!


“Deus quis que os homens se divertissem com muitos e muitos jogos, pois eles trazem conforto e dissipam as preocupações.”
Rei Afonso X de Leão e Castela, no prefácio de seu “Livro dos Jogos” (século XIII)

Jogos disputados por uma ou mais pessoas, utilizando uma base (tabuleiro) onde se movimentam as peças seguindo regras definidas: basicamente, é esta a definição de Jogos de Tabuleiro. Não interessa de que material é feita esta base, já que existem tabuleiros de madeira, pedra, plástico, papelão e inúmeros outros materiais, nem de como são as peças utilizadas ou se as regras são corretamente seguidas – gosto de adaptar um pouco estas – mas sim o quanto de diversão ele proporciona.
Para quem acha que jogos de tabuleiro são “antiguidades”, devo dizer que estão corretos. Realmente, eles apareceram faz alguns poucos milênios e grandes civilizações do passado, como Egito e Mesopotâmia, já se divertiam com eles. Foi a partir destes impérios que se espalharam pelo mundo. Aliás, o primeiro jogo que se tem noticia é o “Senet” do Egito antigo.
Agora, quem pensa que são antiguidades e por isto estão ultrapassados, lamento informar: estão redondamente enganados. Os jogos de tabuleiro, apesar do surgimento dos jogos eletrônicos, ainda são muito populares. Eles fizeram parte da minha infância e ainda fazem parte da minha vida adulta, assim como de grande parte das pessoas. E, observo feliz, fazem parte da infância dos meus sobrinho e crianças próximas. Ou seja, ainda são muito populares.
A imensa variedade de jogos disponíveis ajuda na sua popularização, já que temos jogos para todos os gostos: sensoriais, psíquicos, estratégicos, etc. O objetivo é sempre a vitória, seja ela conquistando territórios, virando milionário, descobrindo o assassino ou exibindo conhecimento. O que buscamos é sempre vencer o adversário, divertindo-se no processo de preferência.
O melhor dos jogos de tabuleiro é a oportunidade de diversão em grupo. Neste verão pegamos alguns dias de chuva na casa de praia, sem TV a cabo, internet ou videogame. Solução para acalmar molecada? Jogos de tabuleiro! Achamos por lá o Imagem & Ação, Banco Imobiliário, War e o Twist. Foi divertido ver a molecada se apaixonando pelos jogos, mas o melhor foi ver a marmanjada se acabando para ganhar. O tempo melhorou e nem notamos.
Espero ficar velhinha jogando e quem roubar no jogo vai levar bengalada! Como isto ainda deve demorar um bom tempo, que tal deixar umas sugestões de jogos por aqui? Vamos lá:
Para crianças, entre 8 e 10 anos (porque antes os jogos são muito bobinhos), recomendaria Ludo, Damas, Jogo da Vida, Banco Imobiliário, Combate, Detetive, Passa-letra, Can-Can, Cara a Cara, Damas, Xadrez, e jogos neste estilo. Nada muito complicado, fáceis de assimilar a regra e divertidos.



A partir desta idade, temos jogos mais complexos e que exigem um pouco mais de conhecimento e menos sorte. Nesta fase, temos os jogos de Estratégia e de Interação.

Nos jogos de estratégia, podemos citar alguns, que exigem mais dos jogadores tanto no aprendizado das regras quanto nas jogadas a serem realizadas: WAR, Scotland Yard, Interpol, Diplomacia, Descobridores do Catan, O Grande Chefão, etc.

Já os Jogos de Interação e de Perguntas/respostas são meus favoritos, mais focados nos jogadores do que no tabuleiro em si e podendo ser jogados com grandes números de pessoas. Eu os acho muito divertidos, e posso sugerir Imagem & Ação, Perfil, Master, Proibido Falar, Diga Logo, Perfil, Jogo do Milhão, Qual é a Música, etc.


Quem tiver mais sugestões deixe nos comentários, pois elas sempre são complementações muito bem vindas! Agora, com licença, acho que vou ali jogar um pouco e volto outro dia.


texto by Marcelo ;)