quinta-feira, 23 de junho de 2011

Descanse em Paz, Homem-Aranha

O vindouro novo Homem-Aranha


Ok, Peter Parker teve sua morte anunciada. Fãs dos filmes ou dos quadrinhos lamentam. Mas, de certa forma, faz parte.

Isso porquê muita gente morre nos quadrinhos. As próprias editoras admitem: isso vende. A maior prova recente disso deva ter sido a morte do Capitão América em 2006, logo após o final da megasaga Guerra Civil. Na época, Steve Rogers havia se entregado ao final de um grande confronto com o Homem de Ferro, em plena Nova York. O seu grande inimigo histórico, o Caveira Vermelha (vilão do filme que logo chega aos cinemas, sendo interpretado por Hugo Weaving) envia um agente como franco-atirador, e mata o Capitão nas escadarias do tribunal, onde chegava para ser julgado pelo conflito que causou.

Enfim, desta vez é diferente, por vários motivos. A morte do Capitão América ocorreu na continuidade normal do Universo Marvel - a Terra-616 - onde o próprio super-soldado americano morreu algumas vezes, sempre retornando. Peter Parker será vitimado pelo Duende Verde (será, porquê a HQ ainda não saiu) em pleno Queens, salvando a Tia May. Mas isso acontece na Terra-1610, no Universo Ultimate. Nessa continuidade, criada nos anos 2000 e separada da cronologia normal da editora, os heróis morrem, os governos estão muito mais presentes e o mundo é um pouco mais próximo da realidade (norte-americana, claro).

Apenas para citar algmas diferenças básicas: os Vingadores, normalmente financiados pelo Homem de Ferro e outros heróis podres de ricos, são totalmente organizados pelo governo americano no Universo Ultimate, e são chamados de Os Supremos. O comandante do time por lá é Nick Fury, o diretor da SHIELD - a super-CIA, altamente tecnológica e com muitos membros com super-poderes. Ele era pra ser um coronel branco de meia-idade: na Terra-1610, ele é igual ao Samuel L. Jackson! (não por acaso que assim é nos filmes)

De qualquer forma, já foi anunciado pelo roteirista Brian Bendis: haverá um novo Homem-Aranha. Sim, outro homem vestirá um uniforme e terá poderes parecidos com os do amigo da vizinhança. Peter Parker não deve voltar à vida - ou pelo menos não logo.

De qualquer maneira, talvez a lição não seja a mesma das matérias que falavam da morte do Capitão América anos atrás, que um símbolo americano, ainda assim, é um homem, e está sujeito a falhas e à morte. A questão seria mais complexa: um homem pode morrer, mas não o seu simbolismo, o que ele sempre representou - no caso do Aranha, a sua juventude, seu heroísmo do homem comum, que tem falhas e preza sempre pelas pessoas queridas.

Grandes poderes, e grandes responsabilidades.

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